quarta-feira, 29 de maio de 2013

Um ativista encantador

Esta hora e dez minutos vai voar. Não deixem de ver, e de partilhar.
 "The problem is that humans have victimized animals to such a degree that they are not even considered victims. They are not even considered at all. They are nothing. They don't count; they don't matter; they're commodities like TV sets and cell phones.

We have actually turned animals into inanimate objects - sandwiches and shoes."
 
"O problema é que os humanos vitimizaram os animais num tal grau que estes nem sequer são considerados vítimas. Não são considerados de forma alguma. São nada. Não contam; não importam; são comodidades como televisões e telemóveis.
Na verdade tornámos os animais em objetos inanimados - sandwiches e sapatos".
Gary Yourofsky
Gary Yourofsky é um denodado ativista vegan, e protagonista de um discurso que deveria ser visto por cada um dos habitantes deste pobre mundo. Pobre, mas tão cheio de soluções. E dos recursos sentimentais que quisermos. Questão de abrir a flor da clarividência e da piedade e do que, talvez, se chame bondade. A "extra-brilhante bondade da alma" de Ginsberg?
A frase que cito acima retirei-a do mural do Facebook da interessantíssima The Ethical Legion.
 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A consciência animal

Se pensarmos bem (e, ops, formos conscientes), não é bem bem uma novidade. Mas no ano passado, em Cambridge, uma notícia cientificamente fundamentada explodiu no mundo sancionada com um solene manifesto oficial por parte da comunidade científica: claro que os animais têm consciência, e como!

Deixo uma entrevista interessantíssima com o neurologista Philip Low, através do muito interessante blog Vegetarianismo e Ética.

Não estamos sozinhos na senciência, não estamos sozinhos na consciência.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Essa mesma coisa

Ser pela justiça. Defender os direitos de todas as minorias, desde que não esmaguem direitos alheios. Não pretender, sob pretexto algum, tomar para si o que não é seu. Ser contrário à covardia e ao abandono.
 
Desprezar as lavagens de mãos "à la Pilatos" que nos conspurcam os dias.
 
Isso e não comer animais. Não pagar para que os aniquilem e explorem e roubem descanso, dignidade e paz. Isso tudo acima, e isto aqui de baixo. É tudo a mesma coisa.
 
Leitor, aproxime-se: é tudo a mesma coisa. Perceba o quê e depois vire a cara, feche os olhos, tape os ouvidos, se conseguir ou ainda quiser.

domingo, 19 de maio de 2013

Ideal - Real

Há uns dias, por causa de uma observação que ouvi, fiquei nesta ponderação de mim para mim: o veganismo é um ideal?
 
Bom, sem dúvida, não deixa de sê-lo. Mas diria que é muito mais do que isso. Para mim, ser vegan é escolher um caminho porque qualquer alternativa não é alternativa, mas uma escolha errada, motivadora de sofrimento, desequilíbrio, injustiça. Ser vegan é pretender assumir a responsabilidade de ser racional, de conter ideais, sim, mas também de saber ouvir o grito de urgência, a inesquecível sirene da nossa consciência e dos nossos melhores sentimentos.
 
É uma urgência e uma clara, inequívoca e muito real aplicação não apenas do que se acredita, mas do que se sabe ser bom. Não se trata, portanto, apenas de ideia. Ultrapassa-se a ideia com a vivência da única opção correta a tomar.

sábado, 18 de maio de 2013

Os vegans não comem erva pá!

 
Maravilhosos bolinhos vegan de um café em Copenhaga, Simple Raw
(Foto de moi même)
 
Regressada de mais uma ausência laboral, venho aqui com fortes argumentos para mudar o mundo da gastronomia mundial. Ou, pelo menos, da gastronomia mundial... vegan.
 
Começo a atingir a fase da impaciência pública - e sei que não devo - e da ironia insolente - e sei que não devo -, perante jantares como beterraba (que amo) à entrada e à saída. Cenouras cruas e fatias de beterraba luzidia, ainda que brilhantemente temperadas - justiça se faça! - não são refeição para ninguém, e ninguém inclui vegans. A minha latina vontade é pedir para falar com os cozinheiros perguntar qualquer coisa como "Olha lá pá, achas que por eu não rachar os cascos da bovinada para lhes devorar as carnes tenho como única alternativa o teu crudivorismo mal orientado?! Cenouras e beterrabas pá? Não vos ocorre nada simples, proteico, nutritivo, como adicionar cogumelos (mesmo de lata), soja, seitan, tofu, grão-bico, feijão, sequer um destes elementos? Apre! Many thanks!" Mas claro que a pessoa não faz (ainda) nada disto, e lá fica semi-esfaimada graças à ignorância e incúria alheias.
 
O máximo do meu desabafar foi quando uma colega, responsável pelas lides da hospitalidade, me diz para ver se os (mínimos) pratinhos do meu tabuleiro seriam vegan, já que tinham escrito "vegetariano". Que eles (cozinheiros/empregados) é que tinham de saber, respondi, já um pouco enviezada.
 
Depois é a TAP que entende que vegetarianos e vegans é tudo a mesma tribo e pumba, uma bolona enorme de queijo no meu tabuleiro. Lá fiquei no pão e nas batatas fritas (batatas fritas que tinha levado).
 
Mundo, escutai: os vegans não comem erva! Pá. Têm uma diversidade arrebatadora de verduras, leguminosas, grãos diversos, frutos, bebidas, com possibilidades de confeção igualmente elásticas. E, imaginem... ta na na na... deliciosas! Esqueçam a lei do menor esforço. Be smart. Be kind. E, de preferência... percebam o enorme erro que estão a fazer ao não mudar a vossa escolha alimentar que mais não é do que uma escolha ética.

Bom apetite aos que no prato não têm cadáveres.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

As mães

Quem ouviu, não esquece. São vários dias no mesmo pesar que confrange qualquer espectador. É preciso não ter coração para não sentir. É preciso não ter coração para persistir em caminhos que suscitam sofrimento.
 
É um som doloroso, são olhos enormes saturados de desolação. Uma dor em carne viva teima em não desaparecer. E ficará, decerto, pela memória dos tempos.
 
Trata-se da vaca mãe que chora quando lhe retiram brutalmente os filhotes, que nunca mais verá.
 
Em nome de quê?
 
Bastam todas as espúrias, estúpidas e desnecessárias barbaridades. Injustificáveis bestialidades. Bloqueios ao melhor de nós, seres humanos, seres que sentem, seres que pensam, que têm saudades, memória, e que amam. Não apouquemos o nosso valor, nem as nossas possibilidades. Não. Mesmo.

Obrigada queridos seguidores

Hoje queria, em primeiro lugar, agradecer aos dois queridos seguidores da Consciência Vegan - muito bem-vindos, e muito obrigada!
 
Aqui nesta casinha, é tão importante um quanto um milhão. Abraço!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Outro prazer para além do bem fazer

 
Foto minha, prato meu:
Seitan e cuscuz. E pós vários de mágico sabor.
 
A maciez deliciosa do seitan. A porosidade do tofu, que se oferece todo aos temperos. A fabulosa leveza do leite de arroz. A flexibilidade da soja. O prazer do cacau. A saúde do leite de aveia (e de aveia com cacau?). Os sabores surpreendentes dos queijos vegetais. As empadas de lentilhas, que entram pelo céu da boca como um avião de sabor. A versatilidade do grão de bico, das ervilhas, do feijão; puros, em sopas, em purés. A azeitona em paté. As torradas com azeite. As batatas assadas com refogado de cogumelos. Tudo fresco, quentinho, a estalar, a derramar-se em deleite, a expandir o deleite das melhores degustações.
 
Ainda por cima, ser vegan sabe tão bem ao palato! Nunca gostei tanto de comer.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desafio aos meus leitores não vegan

Se tivessem de explicar a razão de, na vossa opinião, a vida de um ser humano valer mais do que a de um animal - que pode ser uma vaca, por exemplo - quais seriam os argumentos utilizados? Três ou quatro bastarão. Se quiserem partilhar aqui, são mais que bem-vindos.
 
Não virem a cara para não ver a realidade, não fechem os portões ao pensamento, não se embotem sentimentalmente. Isso é sanidade.

"Gosto tanto de animais!"

" Adoro animais. Gosto de uns para estimação e de outros para comer."
(Trad. minha)
 
Afago gatinhos, e como perus. Passeio com o meu cão e financio a prisão impiedosa das galinhas, com luzes violentas em cima toda a vida, umas em cima das outras, esmagadas umas contra as outras, com patas partidas por manuseamentos displicentes, com patas em sangue por estarem sobre arames, mas amo o meu canário.
 
Amo o tigre e estraçalho a vaca no prato, vibro com o lince e asfixio, ou pago para que o façam, o peixe, que só quer a liberdade do maravilhoso mar para viver.
 
Faço isto tudo mas acho-me uma boa pessoa. Um bom ser humano. Também não tenho consciência, o que ajuda.